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quinta-feira, 19 de março de 2015

O céu e o Inferno


Diferentemente de deferente é o inerente do que vivemos entre estes dois inocentes. Um realmente é inocente, acontece a Paz, você fica até sem achar que é capaz, silencio, apenas Adoração por não haver traição em meio tanta atenção, e o melhor de tudo, ela está lá. Ela usa um belo vestido Carmesim, sorrir e me faz deixar de imergir em lágrimas do outro lado onde nada é aparente.
Nas trevas ela não está lá, quem faz o grande paralelo entre os dois sou eu, mas quando estou do lado de cá, ela fica lá, cabelos lisos e enxugando suas lágrimas por eu estar distante, ela cuida de tudo o que é meu, dentro dela existe um Espirito que chora com gemidos inexprimíveis.
Meu Deus como ela é Linda, tenho certeza que não a perderei, muitos atravessam a rua para não me falar dela, por enquanto ela foi embora, não sei o dia nem a hora em que iremos voltar, mas mantemos contato todos os dias, ela é muito gentil! Eu passaria o dia todo aqui falando dela, ela me deu frutos, alguns joguei fora, outros enterrei e uns ainda possuo; simplesmente não deixo de ser quem Deus me ensinou, estando em ambos os lados. 
Mas em ambos não quero estar, quero sim me apegar e perto dela estar e fazer cada vez mais ela manifestar, fazer por onde através de minha vida, outros se alegrarem e também usarem desta Maravilhosa companhia, mas não irei por um tempo anuncia-la, só no silencio, pois quando há muita pressa, ela foge, vou repetir: ELA É LINDA! Com seu vestido carmesim onde passa a vestir os outros com vestes mais alvas que a neve, é a senhora mesmo, MINHA SALVAÇÃO.


61mn
mncronicas.blogspot.com

Olhos que nada vêem

Meu Deus como dói
chega um peso nos olhos, angustia!
olho e nada vejo, vejo e tudo acinzenta-se pela lágrima de uma vida cinza.
ando de preto mas o cinza fica nas pegadas
dias sem calendario, sem sol, sem guarda-chuva
tá bom, hoje escreverei meu menor texto, pois não possuo o que escrever...


mn

Diamante Amaldiçoado

Deserto, as arvores todas secas, água é só uma visagem, carro cheio e a mata sombria
Apenas segurando uma TV, começo a dançar conforme uma bela música.
Ando de barco mais o calor é insuportável, caramba! Ando em tribos de índios e eles me tratam bem, mas é programa de índio, pois eles querem tocas, querem meus espelhos, mas acabaram-se pois prefiro não olhar neles.
Mas a televisão continua em minhas mãos.
Areia quente, terreno seco, mas o diamante está ali, andei com muitas no bolso, negro e leva a um inferno.
Comecei me assustando, perseguições, pedi socorro, atropelado, corri numa longa avenida, ai já mudei de cenário, começou a chuva, perdi os óculos, também não adiantava mais usa-los, pois estavam cheios de sal, pois olhei para trás e voltei para o paranormal.
Ônibus paravam e eu com a televisão na mão, começou tudo novamente, alucinação na mente e quase o coração explodiu de uma overdose.
Mas a televisão continuava na mão e pessoas me arrodeavam, por onde eu passava eles saiam de casa, me davam água, pois molhado por fora estava, mais seco por dentro.
Todos de onde eu entrava eram avisados e assim ficavam me olhando, juntou-se todas as forças de um pequeno vilarejo, mas eu não tenho força, pois lá não me vejo, todos me veem, mas eu não me aparelho, pois caíram tudo, todas as pregações, todas as ajudas que dei, sorrisos que causei, tudo!
Mas calma, a música não acabou e eu continuarei aqui dançando errado com a televisão em forma de rádio.


Zé Ninguém
mn