Deserto, as arvores todas secas, água é só uma visagem, carro cheio e a mata sombria
Apenas segurando uma TV, começo a dançar conforme uma bela música.
Ando de barco mais o calor é insuportável, caramba! Ando em tribos de índios e eles me tratam bem, mas é programa de índio, pois eles querem tocas, querem meus espelhos, mas acabaram-se pois prefiro não olhar neles.
Mas a televisão continua em minhas mãos.
Areia quente, terreno seco, mas o diamante está ali, andei com muitas no bolso, negro e leva a um inferno.
Comecei me assustando, perseguições, pedi socorro, atropelado, corri numa longa avenida, ai já mudei de cenário, começou a chuva, perdi os óculos, também não adiantava mais usa-los, pois estavam cheios de sal, pois olhei para trás e voltei para o paranormal.
Ônibus paravam e eu com a televisão na mão, começou tudo novamente, alucinação na mente e quase o coração explodiu de uma overdose.
Mas a televisão continuava na mão e pessoas me arrodeavam, por onde eu passava eles saiam de casa, me davam água, pois molhado por fora estava, mais seco por dentro.
Todos de onde eu entrava eram avisados e assim ficavam me olhando, juntou-se todas as forças de um pequeno vilarejo, mas eu não tenho força, pois lá não me vejo, todos me veem, mas eu não me aparelho, pois caíram tudo, todas as pregações, todas as ajudas que dei, sorrisos que causei, tudo!
Mas calma, a música não acabou e eu continuarei aqui dançando errado com a televisão em forma de rádio.
Zé Ninguém
mn

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