Silêncio eu tentei, sei que calado não sei, calmaria, mas
meus nervos parecem estar em uma cavalaria, dentro de uma agonia que me deixa
na mesma mania, procurar uma palavra, mas só vem pensamento das antigas.
Músicas antigas, de um fundo musical que castiga.
Sinto vontade, mas sempre esqueço, perguntar ao médico
porque este adereço, todos os movimentos parecem o voo de um morcego.
Mas no balanço da vara e no zunir do vento, bato e caio em
uma realidade que não pode sair da estabilidade.
O Psicólogo me repreendeu dizendo: eu gosto! Mas pergunto
novamente em meio a esta calmaria: para que esta escrivaninha? Alguém quer lê
sobre a minha falta de calmaria?
Sempre esqueço de perguntar ao profissional: os movimentos
rápidos em minha mente desde criança são normais? Todos os movimentos ficam
ligeiramente atordoantes.
Calmaria que me desanima, vejo lá fora zumbis que não
dormem, em procura de alguma coisa que lhes façam subir.
Sempre ligeiros, olhando para os pés.
Em uma homenagem idólatra, a um piloto que vive mais do que
quando morreu, escutei o coroinha dizer: no dia em que ele morreu, os
passarinhos não cantavam, ninguém falava alto.
Hoje eu fiquei a refletir, os passarinhos não estão
cantando, até porque a essa hora, eles estão descansando, mas os zumbis andam
em meio a esta calmaria e os cachorros não fazem nenhuma armadilha.
Silêncio eu já escrevi, inocente eu também me atrevi, mas
tudo que eu sobrevivi, mostra que com música ou sem músicas, com velocidade ou
não, zumbis ou cachorros, nada me irá tirar desta calmaria que não me faz bem,
mas que pretendo ficar nessa harmonia que vai me levar muito além.
MN

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