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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Aquele dia

Sempre existe aquele dia, dia em que achamos que Adão deveria ter ficado quieto, dia em que os homens gigantes, são muitos, o dilúvio nunca cessa, quem será Babel? Aqueles dias em que Abraão jogaria o cutelo fora, dias em que você olha pra as estrelas e não vê o brilho, mas a areia do deserto é constante. 
Dias em que a túnica perde o sentido e que muito é a vontade de ser Ismaelita, será que perdoaria meus irmãos? Não sei, existem dias que o pé não está enxuto, não sei, escuto Voz alguma senhor Eli.
A gordura e muita, mas o óleo desce sobre a barba, mas acho que nesse dia, eu não acertaria na testa, as tranças estão cortadas, as concubinas não passam de pensamentos neuróticos, escrever, escrever e escrever, mas com um pedaço de telha? 
Sabe aquele dia que você não imagina passar no teste, mergulharia a cabeça dentro d'água. 
Parece que Patmos veio pra o velho, e o velho não saiu do Egito, mas tudo indica que minha Vitória hoje vem lá de Nazaré, pois o insuportável, me fará vencer Naquele que suportou tudo pelos meus maus dias.
O dia está rasgando meu coração, mas o véu foi antes, o espinho me maltrata, mas na testa sangrou, não quero pregos de sandálias, mal vendidas, porque o de lá foram quatro, mãos e pés que não dão valor, desconsiderando o Amor Daquele que nos Amou mesmo sem haver esse dia.
Um dia não será destes dias, mas serão os dias em que com Ele estarei e sorriremos dos dias que fiz por onde merecer este dia.

MN

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